Devido ao confinamento, reunião familiar reduzida, mas a tradição continua.
Jogar ao 'quino' como se diz na minha terra Póvoa de Varzim.
Haja saúde!
E mais um Natal passado
Num ano condicionado
Este Pai Natal faz menção
Voltar em 2021 no renacão
Até lá, muita saúde e alegria
Com momentos de pura magia.
25.12.20
15.12.20
Coreto e Igreja Nª Sª das Dores
"Um povo sem memória é um povo sem história"
Erigido no centro urbano da cidade da Póvoa de Varzim, o Coreto da Praça do Almada foi edificado em 1904, tendo sido oficialmente inaugurado no ano seguinte.
Erigido no centro urbano da cidade da Póvoa de Varzim, o Coreto da Praça do Almada foi edificado em 1904, tendo sido oficialmente inaugurado no ano seguinte.
22.12.18
Natal - Anos 70
Era tradição na minha terra, no dia de Natal, comer-se no chão. Já vinha dos tempos imemoriais. Com o tempo foi-se perdendo esta tradição embora ainda há quem resista e continue a fazer como os seus antepassados.
NATAL
O Natal é uma época marcante na comunidade piscatória da Póvoa de Varzim. Tempo de encanto, de alegria e tradições muito próprias, de grande significado para a gente do mar.
Ainda o Natal vinha longe e já o rapazio se perdia na compra de bonecos de barro (chamados de pastorinhos), recolha de musgo (conhecido por burriço) pelos muros, confeção de castelos, pontes e moinhos de papelão, peças indispensáveis para um presépio que levava a semana inteira a ser montado, geralmente no quarto da frente, perto da janela virada para a rua, para que toda a gente do bairro o admirasse.
Depois, em grupo, os miúdos vizinhos ensaiavam no fundo do quintal as Cantigas ao Menino ou Versos ao Menino Jesus (não era vulgar chamar-se Cantar as Janeiras), com reco-reco, ferrinhos, castanholas, pinhas secas, pandeiros e testos. Eram os preparativos para a noite de consoada ou noite de ceia (Natal) onde toda a família se reunia, esquecendo zangas ou divergências antigas.
A ceia, uma mistura de prazer da mesa e culto religioso, era um festival permanente de boa disposição, de cantorias e recordações. Lembravam-se vivos e mortos, com algumas orações a preceder a refeição maior.
Para o pescador poveiro, na noite de consoada, o ruivo e o peixe seco eram pratos «obrigatórios». Toda a gente comia no chão e geralmente na cozinha, onde a lenha do fogão servia de aquecimento central.
O Pai Natal era, ainda, um desconhecido e a troca de prendas não entrava nos hábitos da gente da pesca. De árvores enfeitadas, não há qualquer testemunho.
Para os mais novos a grande prenda era a sobremesa. Esperavam, com ansiedade, os pratos de aletria e rabanadas, doces típicos (e únicos) do Natal poveiro. No final, distribuíam-se figos, nozes e pinhões, complementos indispensáveis na Ceia do Senhor, utilizados no jogo do rapa, disputado em grande algazarra por toda a família.
Acabada a Ceia, os grupos de Cantigas ao Menino, muitas vezes acompanhados por familiares, percorriam o bairro cantando de porta em porta. Em cada paragem perguntavam: - Vai ou não vai? Se alguém respondia «vai», ouvia-se, de imediato, o «concerto» de ferrinhos e reco-reco. Como recompensa, o dono da casa oferecia castanhas, figos, rebuçados ou algumas (poucas) moedas.
A Noite do Menino ou de Consoada prolongava-se até à Missa do Galo, última etapa de uma noite especial, plena de religiosidade, de encantamento e de alegria.
daqui:
https://www.cm-pvarzim.pt/areas-de-atividade/turismo/conhecer/as-nossa-raizes-1/historia/tradicoes?fbclid=IwAR1fAyRZ-jeipc1zRNyQ-7Np0ezEiYJZnQnyXLprhlyF-F9vYRS_ePgMtD8
NATAL
O Natal é uma época marcante na comunidade piscatória da Póvoa de Varzim. Tempo de encanto, de alegria e tradições muito próprias, de grande significado para a gente do mar.
Ainda o Natal vinha longe e já o rapazio se perdia na compra de bonecos de barro (chamados de pastorinhos), recolha de musgo (conhecido por burriço) pelos muros, confeção de castelos, pontes e moinhos de papelão, peças indispensáveis para um presépio que levava a semana inteira a ser montado, geralmente no quarto da frente, perto da janela virada para a rua, para que toda a gente do bairro o admirasse.
Depois, em grupo, os miúdos vizinhos ensaiavam no fundo do quintal as Cantigas ao Menino ou Versos ao Menino Jesus (não era vulgar chamar-se Cantar as Janeiras), com reco-reco, ferrinhos, castanholas, pinhas secas, pandeiros e testos. Eram os preparativos para a noite de consoada ou noite de ceia (Natal) onde toda a família se reunia, esquecendo zangas ou divergências antigas.
A ceia, uma mistura de prazer da mesa e culto religioso, era um festival permanente de boa disposição, de cantorias e recordações. Lembravam-se vivos e mortos, com algumas orações a preceder a refeição maior.
Para o pescador poveiro, na noite de consoada, o ruivo e o peixe seco eram pratos «obrigatórios». Toda a gente comia no chão e geralmente na cozinha, onde a lenha do fogão servia de aquecimento central.
O Pai Natal era, ainda, um desconhecido e a troca de prendas não entrava nos hábitos da gente da pesca. De árvores enfeitadas, não há qualquer testemunho.
Para os mais novos a grande prenda era a sobremesa. Esperavam, com ansiedade, os pratos de aletria e rabanadas, doces típicos (e únicos) do Natal poveiro. No final, distribuíam-se figos, nozes e pinhões, complementos indispensáveis na Ceia do Senhor, utilizados no jogo do rapa, disputado em grande algazarra por toda a família.
Acabada a Ceia, os grupos de Cantigas ao Menino, muitas vezes acompanhados por familiares, percorriam o bairro cantando de porta em porta. Em cada paragem perguntavam: - Vai ou não vai? Se alguém respondia «vai», ouvia-se, de imediato, o «concerto» de ferrinhos e reco-reco. Como recompensa, o dono da casa oferecia castanhas, figos, rebuçados ou algumas (poucas) moedas.
A Noite do Menino ou de Consoada prolongava-se até à Missa do Galo, última etapa de uma noite especial, plena de religiosidade, de encantamento e de alegria.
daqui:
https://www.cm-pvarzim.pt/areas-de-atividade/turismo/conhecer/as-nossa-raizes-1/historia/tradicoes?fbclid=IwAR1fAyRZ-jeipc1zRNyQ-7Np0ezEiYJZnQnyXLprhlyF-F9vYRS_ePgMtD8
4.11.18
Diário Illustrado - 27 de Fevereiro de 1892
Relato pormenorizado da Tragédia de 27 de Fevereiro de 1892.
In Diário Ilustrado - 01 de Março de 1982
Pesquisa e recolha de Carla Gonçalves
In Diário Ilustrado - 01 de Março de 1982
Pesquisa e recolha de Carla Gonçalves
Revista "Occidente" - 27 de fevereiro de 1892
Toda a tragédia ocorrida no dia 27 de fevereiro de 1892, na Revista "Occidente" de 11 de março de 1892.
Neste naufrágio, morreram 105 pescadores.
Esta edição foi toda ela exclusiva não só à tragédia, como ao poveiro.
A atriz brasileira Cinira Polonia, referenciada no texto, como participante num recital para angariação de fundos para as famílias enlutadas
Neste naufrágio, morreram 105 pescadores.
Esta edição foi toda ela exclusiva não só à tragédia, como ao poveiro.
A atriz brasileira Cinira Polonia, referenciada no texto, como participante num recital para angariação de fundos para as famílias enlutadas
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