6.1.09

Cantigas ao Menino

  Mais um Natal passado. Não à moda da minha Póvoa antiga, sentados no chão, mas sempre houve alguma coisa a recordar os tempos idos.

  Aqui está o “benjamim” da família aguardando que o pessoal se sentasse para se lançar ao bacalhau!


  Depois o jogo tradicional que não podia faltar, o quino (loto).


  Enquanto isso, na cozinha já o bacalhau estava a ser desfeito para a roupa-velha para ser comido no dia seguinte e os sapatos a serem colocados para a chegada do Menino Jesus.


  O abrir das prendas...



  ... E assim se passou mais um Natal.

  Como referi no tema anterior, os grupos de rapazes quando batiam à porta na noite de Consoada e à pergunta de um “Vai ou não vai”, a um “Vai” do dono da casa, eles entoavam loas ao Menino. Eis aqui mais algumas enviadas pelo meu irmão e pelo Manuel Lopes.

“ Ó da casa, nobre gente
Escutai um bocadinho
Uma cantiga bonita,
Que se canta ao Deus Menino

“ O Patrão desta casa,
Raminho de salsa crua,
Quando chega à janela
“Alumeia” toda a rua.

Era uma cabana velha,
De penhascos naturais,
Entrou lá Nossa Senhora,
São José e ninguém mais

A Virgem logo sentiu,
O seu parto milagroso,
Chamando com meiga voz,
- Vem cá meigo esposo!

Nasceu o Menino Deus,
Com prazer e alegria,
Ficando resplandecente,
Sua mãe, Virgem Maria !


 Se houvesse contrapartida do dono da casa logo o pessoal cantava não só as quadras no tema anterior descritas como:

“Viva o Senhor desta casa,
Casaquinho de veludo.
Meta a mão no seu bolsinho,
E bote p’ra cá um escudo.

Ó patrão desta casa,
Vá dar volta à salgadeira,
Vá ver se encontra toucinho,
Ou bocado de orelheira.

Se a criada não quiser ir,
Dê-lhe”c’um” pau “inté cair!
Se a faca não quiser cortar
Dê-lhe um fio no alguidar!


Fonte: http://varziano.blogs.sapo.pt/3886.html

  Do Manuel Lopes recebi estas quadras. Naturalmente que muitas das anteriores se entrecruzam com estas ou divergem num ponto ou noutro. Era assim e sempre foi assim. Pegava-se num mote e ia-se por ali sem olhar a uma ordem préconcebida. Cantava-se e alegrava-se as noites com estas "Cantigas ao Menino".


“DESCALCINHOS PELA LAMA”

Lá lá lá lá lá lá lá lá
Lá lá lá lá (bis)

Descalcinhos pela lama
Vamos todos a Belém
Adorar o Deus Menino
Que Nossa Senhora tem

Coro

Já é nascido o Deus Menino
Nós entoemos o nosso hino (bis)

As Janeiras não se cantam
Nem aos reis nem aos fidalgos
Canta-se aos lavradores
Que dão tijelas de caldo

Não queremos pão caldo
Que não queremos comer
Queremos chouriço, ou carne
E vinho para beber


“VIMOS DAR AS BOAS FESTAS”

Coro

Nós somos poveiros da Póvoa do Mar
E as Boas-Festas nós vimos dar
Dar as Boas-Festas alegres, ditosas
Menino Jesus nasceu entre rosas
……nasceu entre rosas

Ó senhor patrão da casa
Onde põe o seu chapéu
Ponha-o no meio da sala
Parece um anjo do céu

Viva a dona da casa
Raminho de salsa crua
Quando vem ao seu postigo
ilumina toda a rua



“ Pastores”

Ó da casa, nobre gente
Escutai um bocadinho
Uma cantiga bonita
Que se canta ao Deus menino

Coro
Pastores, pastores
Vamos todos a Belém
Adorar o Deus Menino
Que nossa Senhora tem (bis)

Ó senhor patrão da casa
Faz favor de desculpar
Mande-nos dar a esmola
Que temos muito que andar

Ó senhor patrão da casa
Dê a volta à salgadeira
E mande pelos seus criados
Um bocado de orelheira



Ao meu irmão e ao Manuel Lopes aquele abraço!

6.12.08

Descalcinhos pela lama!...

  Lembro-me pouco dos dias de Natal passados na Póvoa. Sei que íamos à cangosta que ligava a Rua das Lavadeiras à Rua Rocha Peixoto, ficava precisamente atrás da Fúnebre onde moramos, recolher o musgo no muro da quinta para o presépio.

  Na Rua da Cordoaria, onde também moramos, conhecida pela Rua do “Cu Tapado” por não ter saída (hoje está aberta e faz ligação com o Bairro dos Pescadores), o musgo era recolhido da parede que tapava a rua ou íamos até às pedreiras.

  O Natal que mais me lembro foi na casa dos meus Avós na Rua António Silveira.

  O presépio era feito com os pastorinhos que, não sei como, nos vinha parar às mãos depois de ultrapassado o gradeamento do velho “Mercado David Alves”. As cestas de verga das vendeiras ficavam um pouco mais leves mas era por uma boa causa.


  Sentados no chão da entrada com uma toalha em cima de um cobertor, ali era comido o bacalhau, com batatinhas e couves a acompanhar, regadas com molho fervido, depois vinham as rabanadas de vinho, a aletria (eu era um “doido” por aletria), os figos, as nozes, os pinhões e as castanhas.


  Tudo que tinha que ser partido era partido com o que se tivesse à mão, ou com os socos (sandália de madeira), martelo, como o meu avô era sapateiro lá tinha que ter uma forma em ferro (tripé com forma que entrava dentro do calçado, onde se faziam os concertos, em cima dos joelhos), para se colocar as nozes e avelãs e zás!.. Lá ia martelada!


  Cortava-se o Bolo-Rei e era uma festa para quem apanhava o brinde. Quem apanhasse a fava já sabia que no ano seguinte seria ele pagar o Bolo-Rei. Nessa altura não havia a preocupação das crianças engolirem o brinde ou a fava (quando tínhamos brindes iguais, trocávamos por outros com os amigos). Hoje, as crianças estão superprotegidas e até esse prazer lhes retiraram.


  Depois com os pinhões jogávamos ao “Rapa”, pião com quatro faces, cada uma delas tinha uma letra: R (rapa), T (tira), P (põe) e D (deixa).


  Cada jogador colocava uma quantidade definida de pinhões e rodava-se o pião. Se saísse a letra R para cima, o jogador rapava (recolhia) os pinhões todos, se fosse o T tirava tantos pinhões quantos tinha colocado, com o P colocava tantos pinhões quantos tinha colocado de inicio, se era o D tinha que deixar tudo com estava.

  Mas o jogo que sempre me lembro de termos jogado, tanto na Póvoa como em Luanda, era ao Jogo do "Quino" (Loto). Ou a tostão ou a pinhão quando se fazia linha (quinar) era um recolher do monte que estava sempre dentro da caixa do jogo. Tinha-se sempre que conferir não fosse o que quinava ser duro de ouvido e marcar a mais um nº que não tinha saído. A última tirada era cartão cheio e o dinheiro ou o que fosse a dobrar. Eram horas a jogar ao "Quino".



  E assim se passava na maior das alegrias a Ceia de Natal. Cá fora, noite adentro, ouviam-se ferrinhos, rélas (reco-reco), castanholas, testos (tampas de panelas),... O que era aquilo? Eram grupos de rapazes que vinham de porta em porta cantar as “Cantigas ao Menino”:

«Descalcinhos pela lama
Vamos todos a Belém
Adorar o Deus Menino
Que Nossa Senhora tem.

Já está nascido
Já por nascer
Nossa Senhora
Nos pode valer»



... E mais algumas que não me lembro, e em cada porta onde paravam perguntavam:

«Ó da casa?! Vai ou não vai?»


  O meu avô dizia: - «Vai» - e ouvia-se logo cá fora o pessoal a bater nos ferrinhos e demais “instrumentos”. Abria-se a porta e oferecia-lhes nozes, pinhões, castanhas que era o que havia. Dinheiro como não abundava se se desse algum era uma festa, mas com ou sem dinheiro cantavam:

«Esta casa é alta, alta
Moradia para o nascente
Os senhores que moram dentro
São filhos de boa gente


Refrão (bis)

Glória no Céu e na Terra também
Já nasceu o Deus Menino
Filho da Virgem Mãe»


... E passavam à porta seguinte!

  Se o dono da casa nada dissesse, o grupo seguia sem em antes lhe cantar:

«Esta casa cheira a unto
Aqui mora algum defunto


... E para reforçar ainda mais o remoque!

Esta casa cheira a breu
Aqui mora algum judeu


e mais esta...

Esta casa é tão alta,
É forrada a papelão!
O senhor que nela mora,
É um grande comilão!


... E seguiam caminho terminando com:

Refrão (bis)

Glória no Céu e na Terra também
Já nasceu o Deus Menino
Filho da Virgem Mãe»


  Depois do Rapa, ou do Quino, nós, os mais miúdos, íamos dormir, mas dormíamos desassossegados pois queríamos que chegasse depressa a manhã para ver os brinquedos que estavam no sapatinho. Fosse um carro ou um avião de folheta, umas castanhas, nozes ou outra guloseima já ficávamos satisfeitos, o Menino Jesus não se tinha esquecido de nós.

  Hoje, na Consoada, à meia-noite, já está toda a garotada há espera da prenda. O Menino Jesus deu lugar ao Pai-Natal e assim o mercantilismo veio substituir o verdadeiro espirito natalício do meu tempo.

  No dia seguinte lá vinha a roupa-velha, que mais não era que os restos da Ceia anterior, tudo desfiadinho e regadinho com o molho fervido.


  Foi o último Natal, enquanto crianças, passado na Póvoa. No mês de Fevereiro do ano seguinte, três rapazes e uma rapariga (eu, os meus dois irmãos e a minha irmã mais velha) partíamos no barco “Quanza” rumo a Luanda, tinha eu nove anos!

  Nunca mais voltamos a ver os nossos Avós com vida. Mas esse último Natal ficou guardado na minha memória para o sempre!

P.S. - Os "Cantares" que aqui coloquei podem não serem estas as palavras exactas, mas passados tantos anos é-me impossível lembrar-me delas como eram. Pesquisei mas não vi referências nenhumas acerca destes «Cantares de Menino» do meu tempo.

  Estou alterando algumas quadras consoante vou recebendo informações sobre estas cantigas. O meu obrigado desde já ao amigo Manuel Lopes de Aver-o-Mar e ao meu irmão mais velho. As quadras recebidas que não cabem nesta lembrança farão parte de um outro tema.



Boas Festas!

4.12.08

Minha Mãe... Aurora!





  Mãe, o teu nome,... Aurora!

«Aurora tem um menino tão pequenino... ». Era a canção que muitas vezes cantavas quando eu era pequenino.

  Aqui estamos, a tua prole. Foto tirada na Póvoa para ser enviada para o Pai que lá longe, sozinho, te esperava, nos esperava, para dar um novo rumo à vida.

  Olha bem para nós, os mais velhos, de calçõezinhos pelos joelhos, camisola, camisa e meias, tudo igual.

  Cada filho nascido em sítios diferentes, sempre com a casa às costas conforme a prole ia aumentando.


  Trabalhavas para contribuir para o sustento que nessa época a vida não era de “Playstation” e cartões de crédito. Éramos felizes assim. Fazíamos os nosso brinquedos, brincávamos na rua, no Natal era um carrinho de folheta, uma carrocinha com um cavalito a puxar já era uma festa.

  Lembro-me de um Natal, teria aí perto de sete anos, que te vi mais a tia Glória na Junqueira e fiquei curioso em saber o que andavam ali a fazer as duas. Entraram numa loja de brinquedos e, espreitando, vi que estavas a comprar os brinquedos que eu e os meus manos tínhamos pedido. Pouca coisa, mas era com muita alegria que recebíamos na meia o nosso presente. Sabes uma coisa minha Mãe? Até esse dia eu pensava que era o Menino Jesus que trazia os brinquedos, era assim que me tinham ensinado. Que ingénuo eu era. O consumismo ainda não se tinha instalado no Mundo e, do Menino Jesus, passaram para o Pai Natal pois o saco dele era maior. Agora as crianças têm tudo e não ligam a nada.


"Aurora tem um menino
Mas tão pequenino
O pai quem será
É o Zé da Aroeira
Que vai prá Figueira
Mais tarde virá

No adro de São Vicente
Onde há tanta gente
Aurora não está
Cala-te Aurora não chores
Que o pai da criança
Mais tarde virá"


Não estás não Mãe, partiste de nós há dois anos!


4.11.08

Cinema Garrett



  Quinta-feira, dia de matiné no velho cinema Garrett. Tinha que ir, não podia deixar de ver o meu ídolo da época.

  Mas era também dia de aulas e não havia dinheiro. Quinze tostões custava o bilhete no 3º balcão e ter quinze tostões em 1960 não era fácil. Havia que arranjar forma de também não ir às aulas pois era filme a não perder.

  Nessa altura já os meus pais estavam em Luanda e nós vivíamos em casa dos nossos avós aguardando a hora de partir também para a terra das bananas (foi a primeira coisa que perguntei ao meu pai quando lá cheguei, se tinha bananas em casa e o meu pai disse que sim, até que enfim que ia provar as ditas cujas).

  Os tostões lá se arranjaram, a minha avó lá me deu 5 e as minhas tias o restante. Tinha o dinheiro mas ainda faltava sair das aulas para ir ver o filme. Não sei a razão mas penso que fiquei com uma dor de barriga tão grande que a professora sensibilizada com a tamanha aflição disse para eu ir para casa descansar.

  ... E ali no Cinema Garret, depois de subir as escadas laterais, com os miúdos todos numa algazarra tremenda, naqueles bancos corridos (quem ficasse na última fila já sabia que ia ficar todo «curvadinho» devido à inclinação do telhado) abriram-se as cortinas e ao som de uma voz cristalina vi o filme Joselito “O Pequeno Coronel”. Muitos outros filmes vi naquele velho Cinema, mas este ficou-me na memória pois todos nós na época, éramos uns pequenos coronéis no seu cavalo branco.


  Hoje, o Cinema Garrett necessita de obras de fundo para se recuperar do esquecimento a que foi votado durante anos.

  "Arranca quando tiver que arrancar", afirmou um responsável da Câmara sobre as obras prometidas. Espero é que quando arrancar, se arrancar, a demora não seja tanta que provoque a sua derrocada e que dum cinema que alegrou a pequenada no passado nada mais reste que uma imagem em postais da Póvoa de Varzim antiga.

16.8.08

Festas d'Assunção

  Destas festas dedicadas a Nª Sª de Assunção tenho algumas memórias de garoto pois, embora saído da Póvoa de Varzim com pouco mais de 9 anos, eram aquelas que mais me marcaram não só por ter nascido nesse dia, 15 de Agosto, mas também porque a Santa é a padroeira da gente do mar, dos pescadores poveiros e eu estava lá!

  Na minha antiga Póvoa, junto à antiga lota, era ver por ali os carroceis, as cadeirinhas e mais diversões, mas os «Robertos» eram a alegria da garotada, “Toma! toma! toma” e lá ia o boneco dar mais uma paulada na cabeça do outro boneco, ou do crocodilo que se vinha juntar à festa. Não faltava a tourada e era ver a rapaziada toda num “Olé! Olé!” sempre que o «Roberto» fintava os cornos do touro e depois lá ia o touro com mais umas pauladas na cabeça. E nós miúdos, batíamos palmas num delírio do bom vencer o mau nem que fosse à paulada.

  Agora vencem sempre os maus e quem leva a paulada somos nós. Adiante!


  Nesta época de veraneio e de festa não faltavam na Póvoa gente a ocupar as “barracas” na praia e a encher os passeios. Excursões eram muitas e lá chegavam das localidades o pessoal com os cestos e os garrafões e era vê-los dispersos no areal a comer e a beber, acompanhados com violões, acordeões e ferrinhos tocando as músicas tradicionais das suas regiões, emprestando à Vila (na época) um ar festivo.

  Na praia ia de “barraca” em “barraca” (saía numa pela lateral e já estava noutra), quando o dia findava e as mesmas estavam vazias e, naquelas bolsas grandes, sempre haviam umas moeditas esquecidas que davam para, na Festa da Assunção, andar nos carroceis e comprar com os meus irmãos Jota e Alfa uma melancia que “devorávamos” na praia. Era nossa tradição comer melancia nesse dia.

  Um dos sítios de diversão que me lembro, era de uma tenda onde lá dentro todos os bonecos estavam em movimento, hoje não me lembro se por força motriz ou hidráulica. Ficava sempre instalada junto à fortaleza e aquilo era digno de se ver. Mais tarde vi algo parecido no Sobreiro perto de Mafra, na olaria do Mestre Franco.

  A Festa d’Assunção é da Irmandade de Nossa Senhora de Assunção sediada na Igreja da Lapa. O culto inicial, em 6 de Maio de 1761, foi dirigida à Nossa Senhora da Lapa para «amparo dos Homens do Mar» com os bens de alma que eram auxílios pecuniários aos seus associados em caso de doença, impossibilidade de trabalho, às viúvas e órfãos. Não havia família que não trouxesse o luto vestido, havia sempre um ente querido que tinha ficado naquele mar revolto. A lancha poveira era uma casca de noz perante a fúria do mar, mas a valentia do pescador tudo enfrentava. Não podia faltar era o pão lá em casa. Em 1792 a Irmandade da Lapa passou a designar-se de Nª Sª de Assunção.

  Havia sempre uma rede nas lanchas e um quarto nos barcos sardinheiros para a Senhora e, assim, de uma pequena festa com três andores passou-se a ter o que hoje vimos na Póvoa.

  A Igreja da Lapa toda engalanada, visitada por milhares de forasteiros a fim de fazerem as suas oferendas aos Santos da sua devoção.


  Os tapetes de flores (de há quatro anos para cá) na Rua 31 de Janeiro, desde a Igreja da Lapa à Filantrópica, por onde irá passar a Procissão.


  Os cavalos da GNR todos a preceito a abrir a procissão, a fanfarra, os andores vistosos, alguns eram tão pesados que anos mais tarde tiveram que retirar parte do gesso (das nuvens) para os tornar mais leves...


  ... e aquele momento alto, quando todos os andores estão virados para o mar e a Nª Sª da Assunção com os braços no ar a pedir a Seu Pai a protecção divina para a gente do mar, enquanto milhares de foguetes das traineiras engalanadas são lançados, com as sirenes a tocar em simultâneo fazem desta procissão festa única em Portugal.


  É assim este povo. É poveiro está tudo dito!


Fontes consultadas:

Portal Municipal Póvoa de Varzim

“O Poveiro” de A. Santos Graça.


Informações adicionais e Fotografia:

Meu irmão Alfa (obrigado mano)