Mais um Natal passado. Não à moda da minha Póvoa antiga, sentados no chão, mas sempre houve alguma coisa a recordar os tempos idos.
Aqui está o “benjamim” da família aguardando que o pessoal se sentasse para se lançar ao bacalhau!

Depois o jogo tradicional que não podia faltar, o quino (loto).

Enquanto isso, na cozinha já o bacalhau estava a ser desfeito para a roupa-velha para ser comido no dia seguinte e os sapatos a serem colocados para a chegada do Menino Jesus.

O abrir das prendas...

... E assim se passou mais um Natal.
Como referi no tema anterior, os grupos de rapazes quando batiam à porta na noite de Consoada e à pergunta de um “Vai ou não vai”, a um “Vai” do dono da casa, eles entoavam loas ao Menino. Eis aqui mais algumas enviadas pelo meu irmão e pelo Manuel Lopes.
“ Ó da casa, nobre gente
Escutai um bocadinho
Uma cantiga bonita,
Que se canta ao Deus Menino
“ O Patrão desta casa,
Raminho de salsa crua,
Quando chega à janela
“Alumeia” toda a rua.
Era uma cabana velha,
De penhascos naturais,
Entrou lá Nossa Senhora,
São José e ninguém mais
A Virgem logo sentiu,
O seu parto milagroso,
Chamando com meiga voz,
- Vem cá meigo esposo!
Nasceu o Menino Deus,
Com prazer e alegria,
Ficando resplandecente,
Sua mãe, Virgem Maria !
Se houvesse contrapartida do dono da casa logo o pessoal cantava não só as quadras no tema anterior descritas como:
“Viva o Senhor desta casa,
Casaquinho de veludo.
Meta a mão no seu bolsinho,
E bote p’ra cá um escudo.
Ó patrão desta casa,
Vá dar volta à salgadeira,
Vá ver se encontra toucinho,
Ou bocado de orelheira.
Se a criada não quiser ir,
Dê-lhe”c’um” pau “inté cair!
Se a faca não quiser cortar
Dê-lhe um fio no alguidar!
Fonte: http://varziano.blogs.sapo.pt/3886.html
Do Manuel Lopes recebi estas quadras. Naturalmente que muitas das anteriores se entrecruzam com estas ou divergem num ponto ou noutro. Era assim e sempre foi assim. Pegava-se num mote e ia-se por ali sem olhar a uma ordem préconcebida. Cantava-se e alegrava-se as noites com estas "Cantigas ao Menino".
“DESCALCINHOS PELA LAMA”
Lá lá lá lá lá lá lá lá
Lá lá lá lá (bis)
Descalcinhos pela lama
Vamos todos a Belém
Adorar o Deus Menino
Que Nossa Senhora tem
Coro
Já é nascido o Deus Menino
Nós entoemos o nosso hino (bis)
As Janeiras não se cantam
Nem aos reis nem aos fidalgos
Canta-se aos lavradores
Que dão tijelas de caldo
Não queremos pão caldo
Que não queremos comer
Queremos chouriço, ou carne
E vinho para beber
“VIMOS DAR AS BOAS FESTAS”
Coro
Nós somos poveiros da Póvoa do Mar
E as Boas-Festas nós vimos dar
Dar as Boas-Festas alegres, ditosas
Menino Jesus nasceu entre rosas
……nasceu entre rosas
Ó senhor patrão da casa
Onde põe o seu chapéu
Ponha-o no meio da sala
Parece um anjo do céu
Viva a dona da casa
Raminho de salsa crua
Quando vem ao seu postigo
ilumina toda a rua
“ Pastores”
Ó da casa, nobre gente
Escutai um bocadinho
Uma cantiga bonita
Que se canta ao Deus menino
Coro
Pastores, pastores
Vamos todos a Belém
Adorar o Deus Menino
Que nossa Senhora tem (bis)
Ó senhor patrão da casa
Faz favor de desculpar
Mande-nos dar a esmola
Que temos muito que andar
Ó senhor patrão da casa
Dê a volta à salgadeira
E mande pelos seus criados
Um bocado de orelheira
Ao meu irmão e ao Manuel Lopes aquele abraço!
Aqui está o “benjamim” da família aguardando que o pessoal se sentasse para se lançar ao bacalhau!

Depois o jogo tradicional que não podia faltar, o quino (loto).

Enquanto isso, na cozinha já o bacalhau estava a ser desfeito para a roupa-velha para ser comido no dia seguinte e os sapatos a serem colocados para a chegada do Menino Jesus.

O abrir das prendas...

... E assim se passou mais um Natal.
Como referi no tema anterior, os grupos de rapazes quando batiam à porta na noite de Consoada e à pergunta de um “Vai ou não vai”, a um “Vai” do dono da casa, eles entoavam loas ao Menino. Eis aqui mais algumas enviadas pelo meu irmão e pelo Manuel Lopes.
“ Ó da casa, nobre gente
Escutai um bocadinho
Uma cantiga bonita,
Que se canta ao Deus Menino
“ O Patrão desta casa,
Raminho de salsa crua,
Quando chega à janela
“Alumeia” toda a rua.
Era uma cabana velha,
De penhascos naturais,
Entrou lá Nossa Senhora,
São José e ninguém mais
A Virgem logo sentiu,
O seu parto milagroso,
Chamando com meiga voz,
- Vem cá meigo esposo!
Nasceu o Menino Deus,
Com prazer e alegria,
Ficando resplandecente,
Sua mãe, Virgem Maria !
Se houvesse contrapartida do dono da casa logo o pessoal cantava não só as quadras no tema anterior descritas como:
“Viva o Senhor desta casa,
Casaquinho de veludo.
Meta a mão no seu bolsinho,
E bote p’ra cá um escudo.
Ó patrão desta casa,
Vá dar volta à salgadeira,
Vá ver se encontra toucinho,
Ou bocado de orelheira.
Se a criada não quiser ir,
Dê-lhe”c’um” pau “inté cair!
Se a faca não quiser cortar
Dê-lhe um fio no alguidar!
Fonte: http://varziano.blogs.sapo.pt/3886.html
Do Manuel Lopes recebi estas quadras. Naturalmente que muitas das anteriores se entrecruzam com estas ou divergem num ponto ou noutro. Era assim e sempre foi assim. Pegava-se num mote e ia-se por ali sem olhar a uma ordem préconcebida. Cantava-se e alegrava-se as noites com estas "Cantigas ao Menino".
“DESCALCINHOS PELA LAMA”
Lá lá lá lá lá lá lá lá
Lá lá lá lá (bis)
Descalcinhos pela lama
Vamos todos a Belém
Adorar o Deus Menino
Que Nossa Senhora tem
Coro
Já é nascido o Deus Menino
Nós entoemos o nosso hino (bis)
As Janeiras não se cantam
Nem aos reis nem aos fidalgos
Canta-se aos lavradores
Que dão tijelas de caldo
Não queremos pão caldo
Que não queremos comer
Queremos chouriço, ou carne
E vinho para beber
“VIMOS DAR AS BOAS FESTAS”
Coro
Nós somos poveiros da Póvoa do Mar
E as Boas-Festas nós vimos dar
Dar as Boas-Festas alegres, ditosas
Menino Jesus nasceu entre rosas
……nasceu entre rosas
Ó senhor patrão da casa
Onde põe o seu chapéu
Ponha-o no meio da sala
Parece um anjo do céu
Viva a dona da casa
Raminho de salsa crua
Quando vem ao seu postigo
ilumina toda a rua
“ Pastores”
Ó da casa, nobre gente
Escutai um bocadinho
Uma cantiga bonita
Que se canta ao Deus menino
Coro
Pastores, pastores
Vamos todos a Belém
Adorar o Deus Menino
Que nossa Senhora tem (bis)
Ó senhor patrão da casa
Faz favor de desculpar
Mande-nos dar a esmola
Que temos muito que andar
Ó senhor patrão da casa
Dê a volta à salgadeira
E mande pelos seus criados
Um bocado de orelheira
Ao meu irmão e ao Manuel Lopes aquele abraço!